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Fifa dá cartão vermelho a ícones religiosos nos gramados

Camisetas de brasileiros geraram polêmica na federação

Kaká exibe mensagem: contra as regras da Fifa
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Da redação
postado em 03/07/2009 16:09 h
atualizado em 03/07/2009 18:55 h

A Fifa e as federações européias de futebol não querem mais que os estádios sejam palcos para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. O motivo da discussão foi a comemoração de parte dos jogadores brasileiros, que exibiram camisetas com mensagens cristãs. "I belong to Jesus", dizia a camiseta do craque Kaká, um dos principais protagonistas da vitória brasileira na Copa das Confederações. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira. Em outras partidas, os jogadores do Egito comemoraram seus gols reverenciando Alah, a divindade máxima do Islamismo. E mesmo os americanos fizeram discretos sinais da cruz quando entravam em campo.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.

A Fifa também não gostou da manifestação da seleção do Egito

Regras proíbem
As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está "monitorando" a situação. E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto". A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.





 
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