Apenas dois meses após a definição das doze cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014, os gastos projetados para a construção e reforma dos estádios do Mundial já subiu mais de 300%, segundo arquitetos ouvidos pelo portal Copa2014.org.br. O salto dos valores, que já chegam a R$ 10 bilhões, explica-se de um lado pelo início da fase de detalhamento dos projetos e também pela inclusão de coberturas em todas as arenas, conforme recomendação da federação internacional.
Em 31 de maio, quando a Fifa anunciou as cidades-sede, o custo estimado das reformas e construções dos estádios divulgado pelas candidaturas não passava dos R$ 2,8 bilhões, excluída a reforma do Mineirão, em Belo Horizonte, e a construção de um novo estádio na zona metropolitana de Recife. Antes mesmo do anúncio das cidades, levantamento do jornal "Folha de S.Paulo" já apontava gastos 67% maiores, então estimados em cerca de R$ 3,7 bilhões.
A cobertura é um dos grandes vetores da arrancada de gastos. O item não é obrigatório, mas todas as candidaturas apresentaram estádios com cobertura total das arquibancadas para somar pontos na escolha da Fifa e da CBF. Outro fator que influenciou a subida de custos foi a mudança de fase dos projetos. Em maio, as candidaturas apresentaram apenas o conceito das futuras arenas da Copa. Agora, partem para o detalhamento dos projetos, fase em que os valores se aproximam do custo real.
A reportagem do portal Copa 2014.org.br apurou também que, além do Maracanã, pelo menos outros dois estádios terão gastos superiores a 1 bilhão de reais. Outro projeto que teve seus custos elevados foi o Morumbi, em São Paulo. Depois que o estádio recebeu críticas do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, o investimento necessário para adequá-lo às exigências da entidade aumentaram 220%, passando de R$ 180 milhões para R$ 400 milhões.