O Palmeiras e a construtora WTorre assinaram na tarde desta quinta-feira (15) a escritura de superfície para a reforma do Palestra Itália. Com a exclusão do Morumbi da Copa 2014, a arena palmeirense surge como opção do comitê paulista para os jogos na cidade, ao lado do Pacaembu ou de uma nova arena ainda indefinida.
“Este é um dia histórico. A assinatura deste contrato decorre de um esforço grande tanto do Grupo W/Torre quanto do Palmeiras no sentido de oferecer a São Paulo a mais moderna Arena da América Latina. Em um prazo de dois anos teremos um novo clube, moderno e com estrutura digna de nossas tradições esportivas, e um estádio não só para o futebol, mas para shows e demais eventos culturais”, afirmou o presidente do clube Luiz Gonzaga Belluzzo.
O diretor de Planejamento do Palmeiras, José Cyrillo Jr., também afirmou que a obra deve ser concluída em dois anos e meio. “Até meados de 2011 devemos ter já prontos os prédios administrativo, de quadras e o estacionamento. Quanto à Arena, as obras devem se estender até o final de 2012."
A Arena
Concebido pelo arquiteto português Tomás Taveira, autor de estádios da Eurocopa 2004, a arena terá capacidade ampliada de 27,6 mil para 45 mil torcedores, o que a habilita a receber jogos até as quartas de final do Mundial brasileiro.
Batizado de Arena Palestra Itália, o projeto será bancado pela construtora WTorre. O orçamento é de R$ 300 milhões e inclui melhorias no clube social, construção de prédios administrativos e quadras de tênis.
Pelo contrato, o clube ficará com o total da renda dos jogos. Já a construtora poderá explorar por 30 anos a receita de shows, cadeiras cativas, especiais, camarotes e restaurante, repassando ao Palmeiras um percentual que varia de 5% a 20%.