O ministro das Cidades, Márcio Fortes, minimizou as preocupações com relação aos atrasos das obras de mobilidade urbana para a Copa 2014. De acordo com o ministro, a escolha dos projetos priorizou os cronogramas. “(O cronograma) Foi um detalhe fundamental na seleção dos projetos. Para que a obra represente solução numa cidade e não vire um problema pelo fato de estar inacabada”, afirmou.
Ao contrário da construção dos estádios nas 12 cidades-sede, as obras de mobilidade não têm prazos estabelecidos pela Fifa. “Temos um compromisso com a sociedade. Temos nosso próprio cronograma que deverá ser cumprido”, disse. Ele garantiu que as obras estarão prontas até 2014, mas considerou a possibilidade de, em 2013, algumas cidades ainda não estarem preparadas para sediarem a Copa das Confederações.
Sobre o risco das obras para a Copa serem afetadas pelas mudanças políticas que ocorrerão no ano que vem, decorrentes das eleições, o ministro foi enfático: “o acordo para a execução foi feito entre os governos Federal, Estaduais e Municipais. É um compromisso institucional, ou seja, as obras vão continuar, mesmo com a mudança de governo e atender a população mesmo após a Copa. Elas têm que deixar um legado.”
Os projetos apresentados pelas capitais somaram R$11,47 bilhões. O ministro ponderou que R$7,68 bilhões, cerca de 2/3 desse valor, foram disponibilizados pelo Governo Federal através de financiamento por meio do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Os projetos de mobilidade urbana incluem a construção de corredores exclusivos para ônibus, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), Bus Rapid Transit (BRT), e monotrilhos
Para ter acesso ao dinheiro, as cidades-sede têm que enviar cartas consultas para serem analisadas pela na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob) do Ministéro das Cidades e na Caixa Econômica Federal. Salvador, Porto Alegre, Cuiabá e Natal, que ainda não entregaram as cartas consultas, devem fazê-lo entre hoje e a primeira semana de maio.
Audiência pública
Fortes participou hoje, em Brasília, de audiência pública realizada pelas comissões de Ficalização Financeira e Controle; e de Turismo e Desporto, da Câmara dos Deputados. O ministro do Esporte, Orlando Silva, também foi convidado mas não compareceu ao evento.
Na reunião, Fortes reafirmou que a prioridade dos investimentos em mobilidade urbana está no setor de transporte público, que será utilizado pela população após o fim dos jogos mundiais. E evitou fazer comentários sobre as obras dos estádios, dos aeroportos, portos, alegando serem elas de responsabilidade de outros ministérios. Marcio Fortes informou que o coordenador de todas as ações do governo federal ligadas à Copa é o ministro Orlando Silva, do Esporte.
Falando aos jornalistas, o deputado Silvio Torres (PSDB), coordenador da Subcomissão, afirmou não ter ficado convencido sobre o cumprimento dos prazos para as obras de mobilidade urbana e acredita, que com o novo governo, a se instalar em 2011, o cronograma sofrerá mais atrasos: “O que eu prevejo é que dificilmente teremos inicio de obras nos próximos 3,4,5 meses. Em se tratando de período eleitoral e se tratado de obras que são de caráter dos Estados, em período de sucessão é uma preocupação adicional”, completou Torres, segundo texto divulgado por sua assessoria de imprensa.