Candidatos a mascotes
Se por um lado as informações ainda são um pouco vagas - nem mesmo o nome dos dez escritórios selecionados foi divulgado -, por outro, o silêncio da entidade abre espaço para declarações espontâneas de interessados em participar do processo. No caso, parece que as pessoas estão mesmo de olho é no mascote da Copa. Na semana passada, por exemplo, duas notícias foram divulgadas na imprensa. Uma, a partir de entrevista com o desenhista Mauricio de Souza, que declarou que vai sugerir à CBF o seu personagem Pelezinho. Primeiro, cabe esclarecer que é a Fifa, e não a CBF, a entidade à frente dessa escolha.
A outra novidade vem da internet, onde circula uma campanha, promovida pela entidade Sosaci, para promover a figura do Saci como símbolo do evento. Lengruber considera natural este tipo de manifestação, que sempre surge quando o que está em evidência é um acontecimento popular como a Copa. Mas, ressalva o diretor da ADG, deve-se entender que "o que está em discussão agora é a marca da Copa; o mascote está nos planos da Fifa, mas para ser discutido mais adiante, em outra etapa de definição dos ícones da Copa".
Voltando à marca da Copa, a expectativa da ADG é que a decisão saia brevemente, “quem sabe por volta do meio deste ano”, arrisca Lengruber. Ele lembra que a Fifa "tem pressa nesta definição, já que precisa do selo oficial para poder dar desenvolvimento a tudo o mais que se relaciona com a divulgação da Copa", analisa.
O que vale destacar também é o processo de escolha da marca da Copa. No caso, os procedimentos adotados pela Fifa são exatamente os mesmos utilizados nas duas ou três últimas edições do campeonato. "A proposta é valorizar o mercado dos profissionais de design de cada país sede. No caso, é obrigatório que o escritório seja brasileiro, e nem mesmo filiais no exterior podem interferir no processo. É um reconhecimento do trabalho do nosso design, e a Fifa merece ser elogiada por isso", declara Lengruber.