“De Redinha a Ponta Negra, Maracajaú, vou sorrindo, vou sonhando pra Jenipabú...”. A primeira estrofe da música de Osmar Macedo “Natal como eu te amo” canta apenas um pequeno trecho do roteiro que descreve o envolvente litoral potiguar, ponto obrigatório para quem visita o Rio Grande do Norte e o mais explorado pelo setor turístico no estado.
Do Farol de Touros, passando pelas dunas de Jenipabú, morro do Careca (praia de Ponta Negra) e o maior cajueiro do mundo (praia de Pirangi), até a badalada Pipa, não faltam atrações através dos 400 km de extensão, de norte a sul do litoral potiguar.
No roteiro de Natal encontram-se alguns pontos turísticos imperdíveis: Barreira do Inferno (centro de lançamento de foguetes), Forte dos Reis Magos, Museu Câmara Cascudo, Farol de Mãe Luiza e Parque das Dunas.
Gastronomia
Com a “invasão” de estrangeiros das duas últimas décadas, principalmente europeus, a gastronomia ganhou um leque de variedades. No entanto, a carne de sol, a tapioca, o carangueijo e o camarão ainda estão no topo da lista de preferência.
Desbravando o interior
Mas se engana quem pensa que o turismo no Rio Grande do Norte se limita às belas praias, aos pontos turísticos, à hospitalidade e ao ar puro de Natal. O investimento no interior abriu as portas para o Ecoturismo. O estado esconde no meio da caatinga depósitos paleontológicos, pinturas e gravuras rupestres, deixados pelos índios que habitaram a região há milhões de anos.
Estas riquezas ficam em meio a paisagens selvagens, molduradas por belas formações rochosas, esculpidas pela erosão, algumas das quais datadas entre as mais antigas do mundo. Está no roteiro a região do Seridó, do Vale do Assu e do Alto Oeste Potiguar, onde fica a Serra de Martins, conhecida pelo inverno frio em pleno nordeste brasileiro.
Aventura
O Rio Grande do Norte oferece ainda aos seus visitantes uma variedade de roteiros de aventura que agradam tanto a quem gosta de praias quanto a quem espera entrar em contato com o sertão nordestino. As atividades oferecidas nestes roteiros vão desde viajar de Land Rover (ou de bugues) por praias, dunas e falésias ou por entre estradas off-road na Caatinga e Mata Atlântica, até a prática de escalada e rappel em paredões de 400 metros de altura; do surf e “aerobunda” ao salto de asa delta. As opções são inúmeras no território brasileiro mais próximo da Europa.
Arquitetura e arte
O interior potiguar apresenta ainda algumas surpresas como os monumentos arquitetônicos e imagens sacras do estilo Barroco, dos séculos XVII e XVIII, e grandes construções erguidas já no século XX, como forma de agradecimentos dos devotos aos seus protetores por graças alcançadas. São apenas alguns exemplos de manifestações da religiosidade do povo.
O turismo pedagógico é outra modalidade explorada no Rio Grande do Norte e que ainda é bem recente no Brasil, quando comprada a outros tipos tradicionais de turismo. Trata-se de uma das atividades que mais se harmonizam ao conceito de turismo sustentável. Conhecendo localidades da região, o turista passa a desenvolver um sentimento de valorização e conservação dos patrimônios sociais, culturais e ambientais das comunidades.