O setor siderúrgico aposta na Copa do Mundo e nas Olimpíadas para que haja a retomada no crescimento de produção e consumo do aço brasileiro. Atrelado a isso, o bom momento econômico também propicia as projeções de aumento.
Em 2009, tanto o consumo doméstico, quanto a produção apresentaram quedas de 21,9% e 20,8%, respectivamente. Somente as exportações apresentaram crescimento. No entanto, por conta da queda dos preços no mercado internacional (a demanda foi maior que a procura), a receita foi 36% inferior a 2008.
O Instituto Aço Brasil projeta que, em 2010, a curva do crescimento volte ao setor. O consumo, por exemplo, deve crescer cerca de 21,6% e as exportações devem alcançar 16% a mais que em 2009. Com isso, a produção do aço teria um incremento de 24,2%, atingindo 33,1 milhões de toneladas.
Segundo o Instituto, além de o Brasil estar passando por um momento econômico positivo, as obras para a Copa e para a Olimpíada aumentarão a demanda pelo aço brasileiro. Em seis anos, estima-se que a procura chegue a oito milhões de toneladas de aço. Atualmente, o setor é capaz de produzir o dobro da demanda.
Além disso, programas como o “Minha casa, minha vida” e investimentos nos setores de Petróleo e Gás também serão importantes para o setor siderúrgico. Até 2016, o setor espera ter um adicional de 1,1 milhão de toneladas por ano.