No início de 2008, o presidente do Sport Club Internacional, Vitório Piffero, anunciava que as obras do Estádio Beira-Rio, palco da Copa de 2014 no Rio Grande do Sul, começariam em breve e que até parte das obras de cobertura seriam inauguradas em abril do ano passado, quando o Inter completou 100 anos de história. Um ano depois, os trabalhos seguem paralisados por dificuldades financeiras, embora o clube gaúcho esteja trabalhando em algumas ações de infraestrutura. Segundo o cronograma da Fifa, as obras devem começar em março de 2010, prazo que dificilmente será cumprido.
O "Colorado" vive um impasse para iniciar as obras mais pesadas. A venda do antigo estádio do Inter, o dos Eucaliptos, que pode render aproximadamente R$ 20 milhões, valor que seria fundamental para o pontapé inicial nas obras, esbarra numa série de pendências com a Justiça. Apesar do esforço dos advogados, a propriedade continua penhorada para pagamento de dívidas fiscais.
Isenção de impostos reduziria 30% do investimento
Além disso, o Inter quer ver concretizada a prometida isenção de impostos para a compra dos materiais de construção. Se fosse implementada, a medida reduziria o orçamento, previsto para R$ 130 milhões, em aproximadamente 30%. Apesar de não conceder a isenção nos impostos, o governo federal ofereceu uma linha de crédito especial, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que pode aportar até 130 milhões no Beira-Rio. No entanto, o Inter discorda da política de juros da instituição e promete não usar os recursos.
Segundo a Fifa, o Beira-Rio deverá estar pronto no dia 31 de dezembro de 2012, ou seja, mais de um ano antes do jogo inaugural, por causa da Copa da Confederações, que acontece em junho de 2013. O projeto inclui, além da cobertura, o aumento das arquibancadas inferiores, e importantes reformas no setor de imprensa e vestiários. A direção do Inter pretende começar a construção sem interditar todo o estádio, principalmente em jogos da Libertadores da América. O processo será implementado em módulos.