As 12 capitais-sede da Copa 2014 contarão com empréstimos de até R$ 9 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para obras de transporte que facilitem o acesso a estádios, aeroportos e portos.
O Conselho Curador do fundo aprovou ontem (12/1) a ampliação de R$ 1 bilhão para R$ 8 bilhões os recursos para o chamado PAC da Mobilidade Urbana, programa do governo federal visando especialmente ao Mundial e que será lançado hoje, às 17h, em Brasília, junto com outras duas linhas de crédito para estádios e hotéis. O orçamento pode chegar a R$ 9 bilhões se somados os recursos não aplicados no ano passado.
Segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, o programa irá priorizar o transporte coletivo, com a construção de corredores de ônibus e veículos leve sobre trilhos (VLTs). Obras viárias que facilitem o acesso aos estádios e a implantação dos VLTs também estão previstas.
Os metrôs de Porto Alegre, Curitiba e Salvador não serão contemplados no PAC da Mobilidade, de acordo com Fortes. Por outro lado, já tem financiamento aprovado o monotrilho de São Paulo, conectando o Aeroporto de Congonhas a estações de metrô e trem e ao estádio Morumbi, que receberá jogos da Copa.
O financiamento terá quatro anos de carência e de 20 a 30 anos de prazo para pagamento, dependendo do projeto. Os estados e cidades tomadores pagarão juro de 5,5% ou 6% ao ano mais Taxa Referencial (TR), de uma taxa de risco de 1% ao ano e, ainda, do diferencial de juros (spread) cobrado pela Caixa Econômica Federal, de até 2% ao ano. Segundo Fortes, não há previsão de recursos a fundo perdido para ações ligadas à Copa.