A nova Arena do Grêmio está mais perto de se tornar realidade. Na última reunião do Conselho Deliberativo do clube, realizada nesta segunda-feira (21/12), o presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, afirmou que os prazos para a construção do estádio estão sendo cumpridos. “Os prazos estão em dia, o que garante que o cronograma será cumprido. Além disso, foi feito todo e qualquer esclarecimento referente às manifestações de conselheiros”, revelou.
Para construir a arena gremista, a OAS usará 55% de recursos próprios e 45% financiamentos. Ao longo de 20 anos, a gestão do estáio será compartilhada entre a empreiteira e o clube, com lucros divididos e quantias fixas garantidas ao Grêmio. Ao final do período, a arena passará em definitivo para o clube. A previsão para o início das obras é 1º de julho de 2010, com término estimado no segundo semestre de 2012.
Antes do encontro entre os conselheiros, todos esperavam uma grande mobilização organizada pelo Movimento Grêmio Acima de Tudo, que defende a manutenção do Estádio Olímpico como a casa do clube. No entanto, a manifestação foi menor do que o esperado. Apenas um grupo de sócios que não gostaram do contrato com a OAS fez uma pequena manifestação.
A principal reclamação do movimento, que conta com 15 conselheiros, é como ficarão os sócios na arena. No contrato não cita o que será feito com os mais antigos, aqueles que entram nos jogos pagando apenas a mensalidade. Os opositores exigem que se acrescente uma cláusula exigindo que a OAS banque o valor dos ingressos destes torcedores a cada jogo. De acordo com Evandro Krebs, da Grêmio Empreendimentos, todos os problemas operacionais serão resolvidos em um segundo momento.
Eduardo Antonini, um dos idealizadores do projeto, criticou a postura do Movimento Grêmio Acima de Tudo, acusando o grupo de ser desinformado e de omitir informações importantes sobre o projeto. Antonini disse ainda que o movimento liderado por Hélio Dourado foi irresponsável ao levar para debate público coisas que deveriam ser tratadas dentro do conselho deliberativo.