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No grupo B, Argentina tenta recuperar prestígio

Seleção argentina já enfrentou as três equipes da sua chave e venceu todas as partidas

Em 86, Argentina estreia com vitória de 3 a 1 contra a Coreia do Sul (crédito: Arquivo)
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Diego Salgado
postado em 28/12/2009 15:54 h
atualizado em 29/12/2009 13:43 h

O momento turbulento por qual a seleção argentina passou nas eliminatórias não deve se repetir. Pelo menos na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul. Se nas últimas duas Copas a Argentina fez parte do grupo da morte, agora, em 2010, pode considerar-se franca favorita na sua chave. Não só pelo momento e pela falta de tradição de Nigéria, Coreia do Sul e Grécia. Historicamente, os hermanos vencem esses adversários com muita facilidade.

A equipe portenha já enfrentou as três seleções. Na vitoriosa campanha de 86, no México, na estreia contra sul-coreanos e a vitória tranquila por 3 a 1. Em 94, nos Estados Unidos, venceu nigerianos (2 a 1) e gregos (4 a 0). Já em 2002, em outra partida inicial, a Argentina venceu a Nigéria pelo placar mínimo, gol de Gabriel Batistuta. A vitória, no entanto, não fora suficiente para a classificação. Nos outros jogos da primeira fase, uma derrota (para a Inglaterra – 1 a 0), um empate (contra os suecos – 1 a 1).

Desde 90 sem fazer uma boa campanha, a equipe de Maradona espera calar os críticos e vencer a Copa. Se isso ocorrer, Maradona será o terceiro homem na história a ser campeão como jogador e técnico – somente Zagallo (1958/62/70) e Beckenbauer (1974/90) conseguiram tal feito.

Sob o comando do craque argentino desde outubro de 2008, a Argentina venceu nove partidas nas eliminatórias e perdeu quatro (incluindo o vexatório 6 a 1 contra a Bolívia, em La Paz). Maradona convocou 78 jogadores e não conseguiu estabelecer uma base para a equipe. Garantiu-se na Copa com vitórias sobre o Peru e Uruguai, 2 a 1 e 1 a 0, respectivamente.

Messi, recentemente eleito pela Fifa o melhor jogador de 2009 (foi o primeiro argentino a receber o prêmio) é a esperança para que após 24 anos a seleção portenha volte a levantar a taça Copa do Mundo. O goleiro Romero, o volante Mascherano e os atacantes Higuaín, Tevez e Aguero certamente estarão no grupo de Maradona no Mundial da África.

Nigéria
Foi campeã africana de 80 e 94. Mais: Ouro olímpico em Atlanta, em 96; e campanha surpreendente na Copa dos Estados Unidos quando se classificou em primeiro lugar no grupo D e perdeu da Itália nas oitavas-de-final com um gol de Baggio no último minuto. Após a ausência no Mundial de 2006, os nigerianos tentam reviver os bons momentos da década de 90.

Em 1994, ocupava uma posição secundária no grupo. Contra Argentina, Grécia e Bulgária, era considerada a seleção mais fraca da chave. No entanto, conseguiu duas vitórias, sobre gregos (2 a 0) e búlgaros (3 a 0).

Nas eliminatórias para a Copa 2010 garantiu a classificação após uma vitória sobre o Quênia na última rodada (3 a 2). Contou ainda com a derrota da Tunísia, que liderou o grupo até o jogo final. Na Copa, precisará dos gols de Aiyeghbeni, atacante do Everton. Com ele, tentará vencer a Coreia do Sul e a Grécia para conseguir a segunda colocação do grupo.

Coreia do Sul
A Coreia do Sul espera repetir a campanha de 2002, quando se classificou para as semifinais do Mundial. Os sul-coreanos venceram Itália, Espanha, e só perderam para a Alemanha (1 a 0). Na África do Sul, a Coreia fará a sétima participação consecutiva em Copas desde 86, no México.
 
Nas eliminatórias asiáticas, a Coreia do Sul foi líder de seu grupo, com 16 pontos - quatro vitórias e quatro empates. O meio-campo Ki Sung-yeung, do FC Seoul, ganhador do Jovem Jogador do Ano da Confederação Asiática de Futebol (AFC), é uma das figuras da seleção asiática. Os meias Park Ji-sung, do Manchester United, e Lee Chung-yong, do Bolton Wanderers, e ainda o atacante Park Ju-young, do Monaco, tentarão apagar da memória dos torcedores a péssima campanha da Copa de 2006, quando foram eliminados na primeira fase.

Grécia
A equipe grega ainda vive das glórias da conquista do Campeonato Europeu em 2004. O título, inclusive, foi o único bom momento do futebol grego na história. A Grécia só participou de uma edição da Copa do Mundo. Em 94, perdera todos os jogos da primeira fase em um grupo muito parecido com o atual. Além disso, não conseguira marcar um único gol.

Treinador da seleção desde 2001, Otto Rehhagel conta com os zagueiros Papadopoulos e Ooijer, ex-Atlético de Madri. Formam também a equipe Kyrgiakos, do Liverpool, e o atacante Salpingidis, do Parathinaikos, responsável pelo gol da classificação grega para a Copa na repescagem diante da Ucrânia.





 
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