Caros Amigos, há algumas semanas estou segurando “os dedos” para não escrever mais textos “críticos”, por algumas vezes começei e desisti. Confesso que agora não consegui. Estava vasculhando as informações, as novidades, os comentários dos leitores, os comentários dos blogueiros, etc. Tudo que vejo é uma preocupação enorme com a rivalidade, a vaidade, mas onde está a viabilidade?
Vi um comentário dizendo que em uma cidade o estádio terá 60 mil lugares e, por isso, seria melhor que o da outra que terá 50 mil lugares. Pergunto eu: sob que aspecto pode-se fazer essa afirmação? Acho que somente no que se refere à conta matemática mesmo, pois fora isso um estádio de 50 mil lugares pode ser muito mais rentável que o de 60 mil, obviamente que o contrário também pode ser verdadeiro. Além disso, o de 50 pode até ser mais caro, mas também pode ser mais rentável e oferecer mais flexibilidade de geração de receita e utilização do equipamento. O que me preocupa é essa sede de competição interna, essa vaidade regional. Outro dia li que uma cidade sede era bem melhor que o Rio de Janeiro, que estaria bem melhor posicionada. Neste caso específico não concordo mesmo, mas o tema aqui é, simplesmente, o fato de se perder tempo tentando derrubar o do “outro”, sem olhar para o que efetivamente pode ser feito para viabilizar o negócio. Esse preconceito que temos no Brasil precisa acabar, ou ser assumido de uma vez por todas. Quando ouço que o projeto EXECUTADO será diferente do “VENDIDO” tenho arrepios. Estas mudanças ocorrerão efetivamente em várias das obras, mas para o benefício de que, de quem, ou do que? Já houve um prefeito que disse (confessou) que a arena seria construida a fundo perdido, pois a catastrofe viria no pós-copa. O que é a catastrofe? Simples: O elefante branco, impagável e INVIÁVEL. De todo modo, temos um consolo, elefantes brancos estão se espalhando pelo mundo, foram vistos em Portugal, Grécia, Austrália, China. Será mesmo que não podemos ter arenas VIÁVEIS? Hoje eu me questiono se as arenas não serão viaveis por conta das cidades sedes, por conta de sermos o Brasil, ou se não serão viáveis porque não há interesse que sejam. Acredito que podemos ter sim arenas viáveis, mas precisamos usar toda essa energia, destinadas hoje às vaidades, rivalidades, irresponsabilidades, enfim todas as ADES, para o planejamento, para a integração do negócio entretenimento às genialidADES dos engenheiros, arquitetos, pois somente assim teremos a tão sonhada viabilidade das arenas. Espero estar errado e ser corrigido por vcs, mas volto a dizer, ainda não vi um projeto focado no negócio entretenimento, com pesquisa, com planejamento em gestão e mkt. Caso não esteja errado, um bom ramo de negócio para os próximas 10 anos será o de demolições, inclusive com ramificações internacionais. Dica: Portugal, Grécia, Austrália, China. Não se preocupem, é um mercado em crescimento….Africa do Sul, Brasil….Grande abraço.
Vaidades, rivalidades, irresponsabilidades. Onde estão as “viabilidades”
27 de janeiro de 2010 por Plastina | Sem categoria
Grama aquecida, estádio novo, baita frio e rodada adiada!
13 de janeiro de 2010 por Plastina | Sem categoria
Olá amigos, um 2010 maravilhoso para todos vcs.
Nos últimos dias vi uma reportagem sobre o campeonato Inglês e o frio. Achei sensacional, pois pude perceber o nível de seriedade e segurança com que eles estão tratando o futebol. Todos sabemos do frio que tem castigado o hemisfério norte neste inverno. Todos sabemos também que os estádios Ingleses estão em fase de renovação e modernização. Sabemos também que dentro do estádio há toda segurança e capacidade de resistir ao frio intenso, então porque adiar a rodada? Pois é, por conta da falta de condições de levar o público com segurança aos estádios. Não so pelo acesso (carro, metro, onibus) mas também pela falta de segurança na caminhada final ao estádio. Achei que valia uma reflexão para nossa realidade. Além disso, deve valer como exemplo para se proteger um grande ativo que é o consumidor e evitar tragédias, violência, etc. Isso tudo sem falar nos interesses comerciais do clubes que sucumbiram a uma decisão de segurança e proteção ao público. Falo isso pois aqueles VIP´s que estavam agendados para ir aos camarotes não passariam sufoco e, possivelmente, não vão poder estar presentes na nova data, tem também as ações de comunicação dos patrocinadores, ações promocionais, etc. Enfim, somente algumas linhas sobre uma decisão que tem muito a ensinar. Grande abraço!!!
Futebol! Um mero detalhe.
14 de dezembro de 2009 por Plastina | Sem categoria
Amigos, até estava meio esquecido de quanto o futebol é um mero detalhe, quando se fala em arena muilti-uso de verdade. Tive que resgatar 3 apresentações para dois dias de aula nesse final de semana na Academia Máquina do Esporte e percebi o quanto isso é verdade. Fiquei chocado que as apresentações foram feitas pelo meu amigo Rafael Rocha em 2006. Ansioso corri para tentar atualizá-las, mas me deparei com algo “impressionante”: elas estavam atualizadissimas, ou seja, nada mudou de lá para cá, quer dizer, mudou sim, hoje temos a certeza de hospedar uma Copa do Mundo, hoje já sabemos as 12 cidades que “vão” hospedar o evento, mas vai parando por ai!! Não temos uma obra em andamento!
Mas isso é um mero detalhe, não?
Voltemos ao que interessa: Quantas voces acham que vão ser realmente arenas multi-uso na Copa de 2014 e depois dela?
Então vamos por eliminação:
Quantas terão acesso rápido?
Quantas terão estacionamento adequado e sistema de transporte?
Quantas terão um sistema inteligênte de divisão de espaço, com lugares populares, com camorotes pequenos, médios e grandes, com espaços individuais premium, cativo, com valor agregado?
Quantas terão áreas âncora para eventos nos dias dos jogos e ao longo do ano também?
Quantas estão prevendo que os camorotes possam ser usados para escritórios e eventos diariamente?
Quantas terão lojas, museus, cinemas e áreas para teatros e shows?
Quantas estão planejando integração com o turismo local para dar movimento, notoriedade e geração de receitas?
Uma arena multi-uso é uma cidade, com vida própria, palco de inúmeros espetáculos, onde o futebol é parte e não o centro.
Ele até pode ser o centro, mas o Estado vai pagar toda a conta sempre. A conta da construção e a conta do sucateamento ao longo dos anos. Ainda há tempo de, pelo menos, evitar a segunda parte.
Estamos de volta ao Pós-Copa e ela ainda sequer começou.
Forte abraço!!
Temporada Encerrada
14 de dezembro de 2009 por Plastina | Sem categoria
Olá Amigos,
Demorei de escrever, não pode desleixo ou descaso, mas por esperar alguns dias depois da última rodada do Brasileirão para ter dados já desdobrados para nosso debate. Bem, começamos a rodada na expectativa de um show de entrega entrega, mas isso não aconteceu. O Grêmio honrou sua camisa e, mesmo com algumas denúncias via YouTube, nada se comprovou e o campeonato terminou em grande estilo, com uma virada bonita do Flamengo, em um estádio lotado e bonito. Tudo parecia terminar às mil maravilhas, mas falando de estádio, não podemos deixar de falar no Couto Pereira. Com todo respeito ao Coxa e sua grande maioria de torcedores educados e apaixonados, o que acabamos vendo foi algo de século passado, vergonhoso e triste. Confesso que para mim ver aqueles animais destruindo tudo e ainda (covardes) batendo em mulheres e desmaiados. Realmente estas pessoas somente são homens em grupo, sozinhos choram e pedem clemência como o tal chefe de torcida que foi preso nú no quintal de casa (chorando pediu para não apanhar). Cadê o homem? Homem não é isso! Mas vamos às notícias boas: a polícia do Paraná está dando exemplo, prendeu vários e está à caça de outros tantos. O STJD pediu pena máxima para o clube. Espero realmente que as punições sejam exemplares e que a mídia divulgue muito, muito mesmo o castigo a todos os envolvidos. Chega de impunidade.
Notícia ruim igual á pólvora!
2 de dezembro de 2009 por Plastina | Sem categoria
É impressioanante como notícia ruim se propaga rápido em nossa mídia. Acho que temos culpa disso, pois se eles divulgam é porque estamos consumindo este lixo. Bem, a bola da vez é a declaração do ator R. Williams no programa do Letterman. Bem, a declaração dele não merecia tanta repercussão, digo por que: Ele é, apesar de um grande ator, um drogado em recuperação (sendo otimista). Então, eu perguntaria a ele em que parte da festa ele esteve: com as strippers ou com os drogrados cheirando o pó? Falei isso em um programa de televisão gravado ontem. Não podemos permitir esse tipo de afronta, precisamos devolver na mesma moeda, se possível com bom humor. Eu acho que ele cheirou meio kilo do pó que “levaram”. Abraços.
Escandalos X Marketing
1 de dezembro de 2009 por Plastina | Sem categoria
Olá Amigos,
Mais uma vez estamos vendo nosso cenário político tremer com denúncias de corrupção, imagens, gravações, etc. De uma certa forma, lamentavelmente, estamos nos acostumando a isso. No campo do esporte também, estamos vendo um campeonato brasileiro sensacional, equilibrado, empolgante e que vai ser decidido na úlitam rodada, coisa que não acontece nos “principais” campeonatos do mundo há anos. Isso sem falar que 4 equipes podem levar a taça. Esse deveria ser o tema central de todas as manchetes, não é verdade? Pois bem, além de ter que dividir a mídia com a nossa política suja, o que se fala do brasileiro hoje é corpo mole, jogador comprado, juiz mal intencionado, etc.
Bem, isso tudo é uma grande vergonha, pois há jogador fazendo corpo mole sim, juiz mal intencionado sim, até porque as imagens não mentem, se conseguimos ver uma pessoa colocar dinheiro na meia e na cueca, também vemos jogadores entregando e juizes ajudando. Agora fica a pergunta, isso tudo é não é pessimo para todos também? Digo todos: clubes, jogadores, torcedores, PATROCINADORES, para a televisão.
Enfim, estes sujeitos precisam ser profissionais, um clube não pode entregar o jogo para não beneficiar seu rival, isso é uma vergonha. Se eu fosse patrocinador desse clube romperia o contrato na hora. Imaginem que imagem “bonita” para minha marca. E onde fica o respeito ao torcedor, aquele que paga o ingresso, que assina a tv paga, que compra o PPV? Espero que o STJD cumpra mesmo as investigações que prometeu hoje na mídia, pois na política não tenho mais esperança de ver as punições devidas, quem sabe no futebol isso possa acontecer. Ou estou louco? abs,
MKT Clubes + Arenas
30 de novembro de 2009 por Plastina | Sem categoria
Amigos, (Geraldo, obrigado pelas palavras). Vou tentar honrar a qualidade do portal, mas para isso dependo de vc e de todos que acompanham o blog. Bem, local para estádio em São Paulo não é uma coisa fácil. Sinceramente não saberia te dizer qual a melhor opção de bate pronto. Mas te garanto que existem meios científicos e técnicos para determinar isso. Por exemplo, distribuição das torcidas por região da cidade. Isso temos mapeado em nossa empresa de pesquisa de mercado a Sport Track. Há de se buscar terrenos disponíveis, as vias de acesso e saída tem de ser estudadas, além disso todo um entorno comercial deve ser favorável para que a nova arena seja efetivamente multi-uso e possa ser viável do ponto de vista financeiro. Outro ponto importante que deve ser lembrado aqui é que a cidade de São Paulo tem sofrido muito com seu crescimento e a capacidade de deslocamento é um bom exemplo disso. Mais uma razão para se pensar com muito critério na escolha do local de uma nova arena.
Quanto à segunda pergunta ela é bem genérica, pois até um pequeno clube com torcida apenas local pode ser um bom investimento. Falo isso, pois no que se refere a gestão, formação e venda de jogadores até um pequeno clube pode ser sair bem, por outro lado, dentro do marketing (bilheteria, patrocinios, licenciamento e direitos de imagem) realmente os grandes clubes levam vantagem pelo volume de torcida e exposição na mídia. Realmente, Corinthians e Flamengo são canhões de exposição e potencias para ações de patrocínio e marketing, MAS, o que eu defendo mesmo é que os projetos para dar certo precisam de CONSISTÊNCIA, CREDIBILIDADE, CONTEÚDO e ACIMA DE TUDO CONTINUIDADE. Elas compoem a minha teoria das 4C´s. Precisamos formar uma geração de consumidores de esporte no Brasil e isso somente vai acontecer com a continuidade dos projetos, com a transparência e conteúdo do que é proposto. O torcedor usa muito o coração sim, mas ele não é BOBO. abraço!!
Chegada e Saída das Arenas – AINDA
30 de novembro de 2009 por Plastina | Sem categoria
Amigos, vou pegar o gancho dos ótimos comentários que recebemos. Fiz uma pequena “provocação” do bem e vcs reagiram como imaginei. Quero dizer o seguinte: Realmente não sei e não quero opinar sobre a capacidade dos arquitetos e engenheiros brasileiros, mas posso apostar que SÃO BONS e ESTUDADOS, para mim o que falta, no caso das arenas para 2014, É O OLHO DO DONO (dono no sentido de dono mesmo, de investidor, de comprometimento com o espetáculo, com o público, com o desenvolvimento das modalidades, com a base, com os atletas, etc), ou seja, nosso esporte não tem dono, para muitos é vergonhoso ser visto como um espetáculo e como um negócio. Por isso temos essa dependência do Estado. Por isso não pensam em marketing e geração de possibilidades de receita para fazer o negócio girar e dar resultado. Somente assim a iniciativa privada virá investir. É nesta linha que digo que a “culpa” está em nossa falta de cultura (esporte como entretenimento, espetáculo e negócio) e na “política” que envolve todo o processo. Por isso que meu primeiro post oficial (conteúdo) foi sobre o PÓS COPA. O problema será enorme. abs!
Chegada e Saída das Arenas
27 de novembro de 2009 por Plastina | Sem categoria
Amigos, vcs sabiam que nos Estados Unidos qualquer novo projeto de Arena é pautado pela possibilidade de acesso fácil e saída mais fácil ainda? Os estrategistas pesquisam de onde o público chega para assistir ao espetáculo no estádio “velho”. Em seguida projetam esse acesso para o local do novo estádio. Se a conclusão for positiva, ou seja, fácil acesso e fácil saída, o projeto segue, caso contrário outro local é estudado/buscado. Sabem porque? Simples, porque o público precisa chegar cedo, ou tarde e sair a hora que quiser. Se pensarmos em nossa realidade hoje, muita gente deixa de ir ao estádio pela dificuldade de acesso, os que vão chegam em cima da hora e precisam sair cedo por razões óbvias. Enfim, a razão para tudo isso é o consumo (bebidas, alimentos, produtos licenciados,etc.), ou seja, quem pode chegar cedo ou em cima da hora, sem hora para ir embora, pode consumir, pode se divertir, sem sobresaltos. Bem, esse é nosso desejo para nossas novas arenas. abraços!
Pós Copa
27 de novembro de 2009 por Plastina | Sem categoria
Amigos, percebi que somente agora algumas cidades começaram a pensar no que virá depois da Copa de 2014. Bem, parece precipitado pensar nisso agora, já que as obras ainda não começaram, MAS, será que isso não deveria ter sido pensado ainda antes de se fazer os projetos? Explico: Independentemente, da origem do dinheiro (público, privado, ou público-privado) o que será feito depois da Copa é primordial, pois durante a Copa não teremos problemas, os estádios estarão lotados, os eventos serão de alto nível, com segurança, transporte, etc. Mas e depois? Será que estas cidades, estes estádios vão poder gerar receita, vão poder dar retorno ao investidor, seja ele quem for? Profissionais de marketing e gestão esportiva foram convidados a participar da confecção desses projetos para que as arenas possam ter inúmeras alternativas de receita? Uma coisa é certa: estes tais profissioanais vão ser procurados depois da Copa para gerar receitas para sustentar tais equipamentos. Espero que haja condições “físicas” para isso.
abs,
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